sexta-feira, 22 de julho de 2011

Achados e desentranhados




Casa do poeta Haroldo de Campos, em Perdizes





Tudo mudou [para Rogério Pacheco Jordão]


Fui o terceiro a chegar
era tudo mato
Tinha um rio
que a gente lavava roupa
uns peixinhos vermelhos
que pareciam camarões
Lembra Suzarte?
Tudo mudou


Família

Meu bisavô
era proprietário de terras
a terra foi sendo dividida
entre os filhos
Na minha cidade
o barbeiro era meu parente
o chofer de praça
meu parente
Até uma prostituta
moça deflorada
expulsa de casa
era minha prima


Links:
http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/entrementes/uma-favela-em-sp-20-anos-depois.html
http://www.brasildefato.com.br/node/6819

1 comentários:

RogérioJordão disse...

Ótima e tocante lembrança, Heitor.
abs,
Rogério