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| Casa do poeta Haroldo de Campos, em Perdizes |
Tudo mudou [para Rogério Pacheco Jordão]
Fui o terceiro a chegar
era tudo mato
Tinha um rio
que a gente lavava roupa
uns peixinhos vermelhos
que pareciam camarões
Lembra Suzarte?
Tudo mudou
Família
Meu bisavô
era proprietário de terras
a terra foi sendo dividida
entre os filhos
Na minha cidade
o barbeiro era meu parente
o chofer de praça
meu parente
Até uma prostituta
moça deflorada
expulsa de casa
era minha prima
Links:
http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/entrementes/uma-favela-em-sp-20-anos-depois.html
http://www.brasildefato.com.br/node/6819

1 comentários:
Ótima e tocante lembrança, Heitor.
abs,
Rogério
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